Práticas de Expressão Dramática em sala de aula
Como professor de inúmeras turmas de Expressão Dramática, ao longo destes últimos anos (cheguei a possuir 12 turmas desta disciplina de oferta de escolas, por ano letivo), tenho vindo a constatar que muitos colegas de outras áreas me solicitavam para possíveis articulações de conteúdos e actividades com as suas disciplinas, como o Inglês, Língua Portuguesa, Artes Visuais, Área de Projecto e inclusivamente a Matemática,
Neste sentido, fica aqui a apresentação de uma proposta de actividade, acessível a todos e nas quais os alunos (3º Ciclo) mostraram-se bastante entusiasmados e disponíveis para contribuir para um trabalho do professor. NO ENTANTO, RESSALVO QUE ESTE TIPO DE INFORMAÇÃO, NÃO DISPENSA OS PROFESSORES DE FORMAÇÃO CONTÍNUA NA ÁREA DO TEATRO E EDUCAÇÃO.
Após uma fase inicial de adaptação e consolidação dos diferentes grupos de trabalho, através de jogos de desinibição, concentração e confiança, podem realizar exercícios de improvisação planificados, em sessões semanais de 90 minutos, em que o procedimento pode ser o seguinte:
1. Apresentação aos alunos da cena a trabalhar – nome da peça; personagens intervenientes na cena; contextualização.
2. Leitura da cena e compreensão da mesma. Primeira leitura, para familiarizar os alunos com o texto; segunda leitura, para compreensão do texto, onde cada um assinalou a lápis os termos e conceitos desconhecidos. Seguia-se uma discussão em grupo, em que se procedia ao esclarecimento dos significados e a um resumo geral da cena.
3. Definição do objectivo da cena – discussão com os alunos sobre a temática da cena, iniciada a partir das “perguntas-provocação”, e definição do valor humano a trabalhar com a mesma.
4. Escolha da personagem por cada aluno e definição de um objectivo individual para cada personagem na cena. Este objectivo individual serve de guia para a improvisação, de modo a que cada personagem tenha funções bem definidas e limites de acção bem esclarecidos.
5. Apresentação das premissas de cada personagem, de modo a definir a improvisação a realizar. Nesta fase, os alunos intervenientes na improvisação realizam uma reflexão sobre a informação inicial (aquilo que eu já sei) individual (sobre a sua pessoa e que poderá ser aproveitado para a personagem) e colectiva (sobre os valores humanos a abordar na improvisação).
6. Realização da improvisação – de acordo com as premissas, regras e reflexões apresentadas.
7. Reflexão depois da improvisação – colectiva (sobre questões éticas, estéticas e técnicas abordados na improvisação e as conclusões atingidas).
BOM TRABALHO, aos futuros professores de EXPRESSÃO MUSICAL E DRAMÁTICA!
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