quarta-feira, 8 de junho de 2011

O ensino da Expressão Dramática nas escolas

O entendimento da disciplina de Expressão Dramática nas escolas do Ensino Básico e Secundário ainda é perspectivado pela comunidade escolar, como práticas teatrais de mero enriquecimento ou entretenimento curricular para os alunos, ignorando por completo que as práticas teatrais são parte integrante da formação do indivíduo, acima de tudo, pela fruição e vivência artística, que, mediante uma maior exigência e tomada de risco, permitem ao jovem aluno conhecer-se melhor a si próprio, o outro, e todo o meio social envolvente mais próximo.
O facto, é que nesta disciplina os alunos revelam-se muito mais, surpreendendo muitas das vezes, quer os professores de outras disciplinas, quer os próprios Encarregados da Educação.
Por sua vez, esta interpretação não é de estranhar, quando nas escolas se recorre constantemente à Expressão Dramática como como via de implementação de estratégias diversificadas no ensino, com o objectivo de motivar os alunos para os conteúdos programáticos de diversas disciplinas, que vão desde da aprendizagem da Língua materna e Línguas estrangeiras até a processos de aprendizagem das Ciências Exactas.
Em contexto de sala de aula, no ensino da Expressão Dramática, o espaço de aprendizagem converte-se na convocação intencional de múltiplas linguagens de expressões artísticas, tais como a Expressão corporal, dramática, musical e também poder-se-á integrar a expressão plástica, na consecução de cenários, figurinos e adereços para Teatro. Todas elas contribuem para o desenvolvimento de competências sociais e valorizam o desenvolvimento da auto-estima, auto-confiança e o relacionamento inter-pessoal no grupo.
A Expressão Dramática permite fomentar a experiência sensorial e intencional dos sentidos, desenvolvendo a intuição e a imaginação com o objectivo máximo de Expressão e Comunicação.Neste sentido, o professor actua como um impulsionador de situações artísticas, de forma a proporcionar prazer e gosto pela exploração e diversidade na criação, no desenvolvimento de saberes e competências comunicativas e relacionais, que posteriormente serão materializadas em projectos artísticos com um envolvimento sócio-afectivo dos alunos, o que eleva uma perspectiva integradora das escolas.

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