sábado, 5 de novembro de 2011

Práticas de Expressão Dramática em sala de aula


Práticas de Expressão Dramática em sala de aula

Como professor de inúmeras turmas de Expressão Dramática, ao longo destes últimos anos (cheguei a possuir 12 turmas desta disciplina de oferta de escolas, por ano letivo), tenho vindo a constatar que muitos colegas de outras áreas me solicitavam para possíveis articulações de conteúdos e actividades com as suas disciplinas, como o Inglês, Língua Portuguesa, Artes Visuais, Área de Projecto e inclusivamente a Matemática,

Neste sentido, fica aqui a apresentação de uma proposta de actividade, acessível a todos e nas quais os alunos (3º Ciclo) mostraram-se bastante entusiasmados e disponíveis para contribuir para um trabalho do professor. NO ENTANTO, RESSALVO QUE ESTE TIPO DE INFORMAÇÃO, NÃO DISPENSA OS PROFESSORES DE FORMAÇÃO CONTÍNUA NA ÁREA DO TEATRO E EDUCAÇÃO.

Após uma fase inicial de adaptação e consolidação dos diferentes grupos de trabalho, através de jogos de desinibição, concentração e confiança, podem realizar exercícios de improvisação planificados, em sessões semanais de 90 minutos, em que o procedimento pode ser o seguinte:

1. Apresentação aos alunos da cena a trabalhar – nome da peça; personagens intervenientes na cena; contextualização.
2. Leitura da cena e compreensão da mesma. Primeira leitura, para familiarizar os alunos com o texto; segunda leitura, para compreensão do texto, onde cada um assinalou a lápis os termos e conceitos desconhecidos. Seguia-se uma discussão em grupo, em que se procedia ao esclarecimento dos significados e a um resumo geral da cena.
3. Definição do objectivo da cena – discussão com os alunos sobre a temática da cena, iniciada a partir das “perguntas-provocação”, e definição do valor humano a trabalhar com a mesma.

4. Escolha da personagem por cada aluno e definição de um objectivo individual para cada personagem na cena. Este objectivo individual serve de guia para a improvisação, de modo a que cada personagem tenha funções bem definidas e limites de acção bem esclarecidos.

5. Apresentação das premissas de cada personagem, de modo a definir a improvisação a realizar. Nesta fase, os alunos intervenientes na improvisação realizam uma reflexão sobre a informação inicial (aquilo que eu já sei) individual (sobre a sua pessoa e que poderá ser aproveitado para a personagem) e colectiva (sobre os valores humanos a abordar na improvisação).

6. Realização da improvisação – de acordo com as premissas, regras e reflexões apresentadas.

7. Reflexão depois da improvisação – colectiva (sobre questões éticas, estéticas e técnicas abordados na improvisação e as conclusões atingidas).

BOM TRABALHO, aos futuros professores de EXPRESSÃO MUSICAL E DRAMÁTICA!